Motorista da 99 agride brutalmente passageiro: “Viado tem que morrer”

Jovem gay foi as redes sociais denunciar crime de homofobia sofrido durante viagem para casa

Muito abalado, Clayton Oliveira, desabafou nas redes sociais depois de sofrer violência homofóbica de um motorista da 99. Ele estava voltando para casa em Manaus na última quarta-feira quando foi agredido pelo profissional da empresa de aplicativos.

Segundo a denúncia do jovem, a viagem transcorria calmamente quando o motorista perguntou a ele se é gay.

“Eu disse que sim e então comecei a ser espancado, levando socos e gritos de que ‘viado’ precisa morrer. Ele disse que eu precisava disso e eu só sairia de lá depois de morto. Eu realmente fiquei sem reação, comecei a ficar ensanguentado e perguntando o porquê de aquilo estar acontecendo comigo. Sem mais forças, consegui puxar uma das minhas bolsas, onde estavam alguns documentos e pulei do carro. Fiz isso com o veículo em alta velocidade: ou era isso ou eu estaria morto”, contou o rapaz.

Clayton desceu do carro e procurou abrigo em um posto de gasolina para tentar se recuperar da violência física e psicológica sofrida.

“Parei em um posto e só sabia chorar. Pedi ajuda, gritei, estava todo deformado e ensanguentado. Está doendo não só pelo físico, mas também pelo emocional. Isso porque no final das contas, eu me senti um lixo pelo simples fato de SER. Não dá para se calar, todo cuidado é pouco. A gente não pode mais morrer!”

Clayton registrou ocorrência no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ele teve uma fratura no nariz e hematomas por todo o rosto. Embora entristecido, ele decidiu tornar público o ocorido para que o caso não fique impune.

“Apesar de me sentir envergonhado de expor meu rosto desse jeito, eu precisava compartilhar isso. Graças a Deus, eu tive coragem de pular daquele carro em movimento, mas sei que nem todo mundo teria feito isso. Agradeço a Deus por estar vivo. Muitas pessoas que já passaram por isso não estão vivas. Espero que esse homem seja preso e seja feita à justiça de Deus também”.

Clayton registrou Boletim de Ocorrência (BO) no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e realizou exame de corpo de delito no IML, que confirmou os hematomas.

99 descadastrou motorista

Em nota, a 99 se posicionou sobre o ocorrido. A empresa de transporte de passageiros classificou como “grave” a denúncia do passageiro e informou que descadastrou o motorista da plataforma.

“A 99 recebeu a grave denúncia do passageiro Clayton Oliveira envolvendo um motorista da plataforma. Assim que tomamos conhecimento do caso, bloqueamos o condutor imediatamente enquanto a polícia realiza a investigação. Mobilizamos uma equipe que está buscando contato com Clayton para oferecer todo o apoio e acolhimento necessário. A empresa está disponível para colaborar com as apurações das autoridades”.

Leia nossa nova reportagem com a versão do motorista:Motorista alega legítima defesa; ele não tinha autorização para dirigir pela 99

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